Trombose e Contraceptivos

No início de junho desse ano (2015), a Revista British Medical Journal publicou um trabalho comparativo entre diferentes tipos de contraceptivos combinados. Como resultado, o estudo apontou que os contraceptivos com gestodeno, desogestrel, drospirenona, e ciprosterona aumentam o risco de Doença Trombótica de 4% para 6%.  Alguns exemplos de doenças trombóticas são a trombose venosa profunda, embolia pulmonar, trombose arterial e trombose cerebral vascular. Todas elas são decorrentes dos processos de trombogênese (formação de trombos – coágulos, no interior dos vasos) e agregação plaquetária (agregação das plaquetas do sangue).

As Doenças Trombóticas caracterizam-se pela vasoconstrição, ou seja, pela redução do espaço disponível para o fluxo sanguíneo no interior dos vasos, o que dificulta a passagem do sangue, assim como seu aporte adequado para todas as partes do corpo.Os anticoncepcionais já são conhecidos por causar causa grande depressão de ácido fólico (vitamina que evita a lesão dos vasos). E agora, com esse novo estudo da Revista British Medical Journal, relacionando o uso de contraceptivos ao aumento da incidência das Doenças Trombóticas, o melhor é que as mulheres se cuidem cada vez mais, e a alimentação pode ser uma forte aliada com os anticoagulantes naturais.

Alimentação anticoagulante

Isso aumenta nossa necessidade de ingerir quantidades superiores de ácido fólico e Vitamina K especialmente. Estas vitaminas são encontradas em vegetais verde-escuros como couve, espinafre e agrião, por exemplo. Assim, o corpo forma menos homocisteína, substância que danifica o vaso sanguíneo e pode causar de arteriosclerose até o trombo nos vasos (coágulos). Aumentar o consumo de suco verde pode ser a melhor solução nesse caso, mas não vamos nos esquecer da ação anticoagulante do ômega 3, presente na sardinha, salmão, pescado de águas geladas e profundas, além da chia. Outro fator importante é manutenção da saúde biótica intestinal, ou seja, do equilíbrio das boas bactérias do intestino – fator essencial para a absorção da vitamina K. A ingestão de lactobacilos ajudará nesse processo.

Dra. Patrícia Alves Soares

Especialista em Nutrição Biomolecular
Especialista em Nutracêuticos
Especialista em Oxidologia