Samambaias e margaridas: Proteção UV

Como prevenir o foto envelhecimento?

 

A erva popularmente denominada tanaceto recebe a nomenclatura oficial de Tanacetum parthenium. É conhecida e utilizada desde a antigüidade, para diversas finalidades: baixar a febre, problemas menstruais, artrite, dor de cabeça, asma, dor de estômago e mordidas de insetos. As partes medicinal do Tanacetum são as flores e folhas. Esta planta é da família das margaridas. Para crescer, requer muito sol e regas freqüentes.

A substância química ativa que lhe confere suas propriedades medicinais chama-se partenolídeo. Ela inibe a produção e secreção de histamina e prostaglandinas pelo organismo, cuja presença propicia a estados inflamatórios, dolorosos e febris. Possui também uma ação relaxante na musculatura uterina, favorecendo o fluxo menstrual. Deixa, além disso, o sangue menos coagulável, mais fluido (em termos populares, “afina” o sangue).

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa da Pele da empresa Johnson & Johnson na França e nos Estados Unidos publicaram este mês na Revista Archieve of Dermatological Research um trabalho mostrando como o partenolídeo apresentou uma capacidade protetora contra radiação ultravioleta do tipo A e B. O partenolídeo mostrou-se uma boa substância varredora de radicais livres, que são os causadores do envelhecimento e morte celular, sob a ação dos raios ultravioleta a ação destes radicais livres é mais intensa, causando alterações no DNA das células, gerando o câncer de pele. Este trabalho realizado com células in vitro e in vivo mostrou uma diminuição no dano celular causado pelos raios UVA e UVB nos tecidos em utilização do partenolídeo. Vale à pena utilizar esta erva – em cápsulas, ou a planta em si, fresca ou seca – como tempero nos alimentos, para conferir-lhes um pequeno toque amargo.

Outra substância que apresentou bons resultados como protetor contra raios UVA e UVB é Polypodium Leucotomos – uma substância encontrada na samambaia, que já mostrou atividade antioxidantes contra os radicais livres formados pêra radiação UV.

Dra. Patrícia Alves Soares e Dr. Lupercio Cançado Farah