Romã: a maçã dos dias atuais

Uma romã ao dia afasta o doutor

 

Já ouvimos falar muitas vezes em jornais e revistas sobre os benefícios de se consumir pelo menos 1 maçã ao dia e isso conforme o ditado Inglês “uma maçã ao dia afasta o doutor” se mostra verdadeiro pois as maçãs contêm diversos flavonóides, o mais ativo e importante dos quais, pelo seu efeito antioxidante, é a quercitina. As maçãs são, juntamente com as cebolas, os vegetais mais ricos em quercitina. Boro: este é um mineral pouco conhecido, mas que intervém em muitas funções do organismo: preventivo; diurético; coadjuvante no tratamento da celulite, obesidade e menopausa. Outra função do boro é melhorar a assimilação do cálcio e do magnésio, pelo que o boro pode contribuir para prevenir a osteoporose. As maçãs são uma das frutas mais ricas em boro.

Estas substâncias explicam em parte as muitas propriedades medicinais deste simples, mas prodigioso fruto: antidiarreica, laxante, diurética, depurativa, hipolipemiante (diminui o nível de gordura no sangue), colerética, tonificante do sistema nervoso, alcalinizante, antioxidante. Um estudo recente publicado no Jornal internacional – Jornal of Food Science demonstrou a capacidade desta fruta em prevenir o surgimento do Alzheimer.

Bem, da maçã todos nós já ouvimos falar e muito, a grande novidade está no fruto chamado Punica granatum, ou pomegranato, para nós Brasileiros a pouco apreciada romã. Nos últimos 3 anos diversos centros de pesquisa americanos e europeus têm demonstrado a ação benéfica desta fruta, sua ação tem sido efetiva na prevenção do desenvolvimento do câncer induzido pelas substâncias do cigarro, protetor contra a morte de neurônios no Alzheimer, redutor da inflamação nos processos de asma, bronquite e sinusite, protetor cardiovascular nos processos de aterosclerose, redutor dos riscos cardiovasculares causados pela hipertensão, segundo um estudo publicado pela Revista Americana Nitric Oxide de setembro de 2006, o pomegranato se mostrou mais eficiente em combater os radicais livres no processo de derrame cerebral do que a Vitamina C, E, suco de uva, vinho ou suco de mirtilo.

O efeito varredor de radicais livres destas substâncias é importante na recuperação do processo de trauma no derrame. Um trabalho publicado na revista na Revista Americana Clinical Nutrition em 2004 já vinha mostrando o potencial de proteção coardiovascular da romã, em um estudo onde pacientes com estreitamento de artéria carótida, fizeram uso de suco concentrado de romã por 3 anos e obtiveram melhora significativa da oxidação do LDL (mau colesterol) e redução da pressão arterial, fatores de risco neste processo. Em 2005 o jornal American Jounal of Cardiology publicou mais um trabalho que demonstra o poder cardio-protetor da romã. Neste estudo o uso de extrato de romã melhorou significativamente a perfusão sangüínea (passagem do sangue pelo vaso sanguíneo), diminuindo os riscos de trombose em pacientes com aterosclerose instalada.

Em 2002 o jornal Breast Cancer Research and Treatment, demonstrou que o uso do suco fermentado de romã apresentou de 60 a 80% de eficiência em controlar a ação da enzima aromatase, responsável pela conversão de testosterona em estradiol nas células de gordura, um dos causadores de câncer de próstata e da enzima 17-Beta-hidroxiesteroide-desidrogenase, responsável por converter estradiol em estriol – um potente derivado do hormônio feminino com alta capacidade cancerígena.

Dra. Patrícia Alves Soares e Dr. Lupercio Cançado Farah