Quer Emagrecer? A Dica é a Leptina

Quer emagrecer? Liberte sua leptina com a alimentação pobre em carboidratos por 2 semanas.
A descoberta da leptina (LEP) fez brilhar uma nova luz no caminho da investigação da fisiopatologia e psicofisiologia dos transtornos alimentares. A LEP é um hormônio proteico (proteína glicosilada), liberado pelos adipócitos, pelo estômago e pela placenta, que alcança o cérebro através da corrente sanguínea e se liga a receptores específicos. A LEP é hoje considerada um dos maiores reguladores da ingestão de alimentos e da taxa metabólica, pois está associada ao balanço energético, à modulação da glicemia e ao metabolismo das gorduras, ou seja, a fatores determinantes para o comportamento alimentar e o peso corporal. A LEP atua no hipotálamo ativando mecanismos anorexígenos, ou seja, estimulando a saciedade.

A taxa plasmática de LEP é proporcional à massa de tecido adiposo e reflete, portanto, a quantidade de energia armazenada no organismo em forma de gordura, isso significa que quanto mais gordura corporal mais leptina o corpo secreta para evitar um acúmulo cada vez maior de gordura. A idade, o sexo, o início da puberdade e a ingestão alimentar são os mais importantes fatores fisiológicos na determinação da concentração de LEP, mas sua secreção também é regulada por outros hormônios como a insulina, os glicocorticoides como cortisol e os hormônios sexuais.

A leptina merece um olhar mais profundo sobre seu papel no controle do peso corporal uma vez que o consumo aumentado de carboidratos leva ao aumento da secreção de insulina e consequente resistência à Leptina impossibilitando o cérebro de identificar que os estoques de gordura já “estão cheios”. A resistência à leptina, associada à crescente epidemia de resistência à insulina causada por vários fatores, entre eles o estresse crônico, é um dificultador do tratamento de obesidade em pacientes nos consultórios. Quando observamos àqueles pacientes que têm a força de vontade mas não superam a compulsão alimentar, sempre devemos verificar os níveis de insulina e cortisol sanguíneo pois eles podem ser os responsáveis por este comportamento contraditório.

Devido à resistência à leptina causada pela resistência à insulina, uma alimentação pobre em carboidratos e rica em proteínas magras e gorduras mono e poliinsaturadas se mostrou a melhor saída na tentativa de regular a nossa percepção de saciedade e acumulo de gordura. A alimentação sugerida por 2 semanas para recuperar a ação da leptina:

-Desjejum: Suco de vegetais e frutas (couve, cenoura, tomate e abacaxi)
-Colação: Mamão, banana ou maçã picadas com amêndoas trituradas.
-Almoço: salada variada de folhas verdes, carne branca à vontade, cenoura, beterraba e rabanete ralados.
-Lanche I: cenoura picada ou frutas com castanhas.
-Lanche II: ovo cozido e agua de coco.
-Jantar: salmão ou atum crus ou cozidos, salada variada de folhas.

Dra. Patrícia Alves Soares
Especialista em Nutrição Biomolecular
Especialista em Nutracêuticos
Especialista em Oxidologia