Oxitocina: O Hormônio do Amor

Nos últimos anos a oxitocina vem ganhando espaço na medicina regenerativa, afinal, quanto mais calmos e amorosos estivermos, menos cortisol será liberado e mais lento será o envelhecimento. No 6º Congresso Internacional da Academia Brasileira de Medicina Regenerativa e Anti-Aging a oxitocina foi uma estrela. Estudos apontando sua ação na renovação de tecidos colagênicos, benefícios tanto para pele quanto para cicatrização e mais além, benefícios no sono, na performance física, enfim, um verdadeiro hormônio do bem estar!

Uma informação econômica bastante interessante sobre os efeitos da ocitocina:
Reproduzido da Revista Veja – Reportagem de 30/06/2012
A oxitocina foi descoberta em 1909, quando o farmacologista inglês Henry H. Dale notou que o hormônio levava à contração do útero em gatas grávidas. Dois anos após o achado, a oxitocina já começava a ser usada por médicos para induzir o parto em gestantes. O hormônio viria a ser vinculado ainda à amamentação — ao estimular a musculatura da glândula mamária, facilitando a expulsão do leite. “Depois, ele passou a ser chamado de hormônio do amor, porque é liberado durante o ato sexual e o beijo”, diz Pedro Saddi, endocrinologista e professor da Universidade Federal Paulista (Unifesp). Nos últimos anos, no entanto, uma série de pesquisas começou a sugerir que a substância tem um papel crucial de reguladora do comportamento social. Descobriu-se, por exemplo, que a oxitocina estava relacionada às ações de confiança e cooperação entre animais (é a molécula que faz roedores tolerarem outros membros da espécie em tocas apertadas, por exemplo). Em 2003, um estudo realizado pela Universidade de Maryland e publicado no periódico Behavioral Neuroscience demonstrou que o hormônio era responsável pelo comportamento monogâmico entre as ratazanas da pradaria (Microtus ochrogaster).

A molécula da economia — O economista Paul Zak, no entanto, resolveu ir além de tudo o que já se sabia sobre o hormônio. A tese inicial do americano procedia de uma percepção multidisciplinar. Em 2000, Zak demonstrou que países com taxas mais altas de confiança entre as pessoas eram também aqueles mais prósperos. Zak começou a refletir sobre as relações entre confiança, empatia e generosidade — esses dois últimos, sentimentos já ligados ao comportamento ético. “Pensei, então, em criar um experimento científico para ver se a oxitocina era a responsável por dotar as pessoas de senso moral”, afirma em entrevista ao site de VEJA. Paul Zak dava, então, início à sua caçada pela molécula da moralidade.

Para medir a variação dos níveis de oxitocina no sangue, o economista pediu a um grupo de voluntários para participar do que chamou ‘Jogo da Confiança’. O teste funcionava da seguinte maneira: o jogador 1 recebia 10 dólares e podia enviar tudo, uma parte ou nada para o jogador 2. O valor enviado, no entanto, é triplicado — se o jogador 1 doa 2 dólares, o jogador 2 recebe 6 dólares. O jogador 2 tem, então, a opção de devolver ou não algum dinheiro para o jogador 1. A análise sanguínea dos voluntários demonstrou que quanto maior era o valor transferido entre os jogadores, maior era os aumento nos níveis de oxitocina. “A liberação da oxitocina está diretamente relacionada com comportamentos transparentes. Se você se importa comigo, provavelmente me importarei de volta. E nossos níveis de oxitocina vão aumentar, nos unindo”, diz Zak.

Para confirmar a tese e os resultados do primeiro teste, o economista repetiu as análises nos níveis de oxitocina em experimentos variados — fazendo os voluntários inalarem oxitocina, testando tribos e comunidades isoladas em diferentes locais do globo, exibindo filmes com forte apelo emocional e até mesmo pulando de paraquedas. Em todos, quanto maior era a confiança entre os participantes, maiores eram também os níveis de oxitocina. “Apenas 5% das pessoas não são capazes de ter essa liberação de oxitocina”, diz Zak. Dentro dessa pequena parcela da população estão aqueles com problemas orgânicos, como autistas e psicopatas, pessoas que sofreram algum tipo de trauma como mulheres que foram abusadas sexualmente na infância) e que sofrem com stress.

Por estar diretamente envolvida com a interação social, a oxitocina afeta também as relações econômicas de um país. De acordo com Zak, isso significa que é a oxitocina quem nos diz em quem confiar e quando ficar desconfiado, quando gastar e quando poupar. “O nível de confiança dentro de uma sociedade determina se essa sociedade prospera ou se mantém na miséria”, escreve. Para o economista, são as sociedades nas quais os indivíduos conseguem reforçar contratos, confiar no profissionalismo alheio e acreditar que o outro não vai roubá-lo que têm mais potencial para o desenvolvimento econômico. E a oxitocina está diretamente envolvida nessa confiança mútua.

Como se conclui, então, que a molécula da confiança é também a molécula da moral? “Com medições dos níveis de oxitocina no sangue, conseguimos prever se o sentimento de empatia, que nos conecta a outras pessoas, e nos faz ajudá-las, vai se manifestar num indivíduo em relação àqueles que estão à sua volta. É a empatia que nos faz morais”, afirma Zak.
Interessante não!? Cuidando dos hormônios, estamos cuidando de nossa qualidade de vida pessoal e social.
Converse com seu nutricionista Be Light sobre como estimular sua produção de ocitocina!

Dra. Patrícia Alves Soares
Especialista em Nutrição Biomolecular
Especialista em Nutracêuticos
Especialista em Oxidologia