OVO Não é mais o Vilão

As novas Diretrizes Alimentares oficiais do governo norte-americano endossam a alimentação mediterrânea como a mais saudável, e reconhecem que o ovo não é responsável por aumentar o colesterol em indivíduos saudáveis (aqueles que não tem hipercolesterolemia familiar). A última edição do documento, que é atualizado a cada cinco anos, foi criada no final de fevereiro de 2015, por meio de um painel de especialistas em nutrição recrutado pelo governo do presidente Barack Obama. O documento é usado para aconselhar os americanos sobre escolhas saudáveis de alimentação, além de servir de base para os programas federais de assistência alimentar e merendas escolares nos Estados Unidos.

A pirâmide alimentar ensinada nas escolas brasileiras, e mais aceita em nossa sociedade, tem base na recomendação dietética do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A Be Light alerta, há bastante tempo, para o mito do consumo do ovo como alimento responsável pelo aumento do colesterol. Assim, o reconhecimento público do Governo norte-americano de que não tinha fundamentos científicos fortes o suficiente para condenar a gordura ao status de alimento perigoso ao coração, endossa a linha de trabalho adotada pela Be Light desde sua fundação. As gorduras saturadas estão, finalmente, em análise de forma correta, como potencialmente benéficas para o organismo, e não como vilãs no contexto de uma alimentação saudável. O papel de vilão deve ser ocupado pelo carboidrato processado – açúcar, pães, massas, biscoitos, e derivados.

Ainda há avanços a serem reconhecidos e a Be Light acredita na importância do colesterol para a saúde e bom funcionamento das células do corpo humano e espera que, em breve, a atual “caça” ao colesterol também seja banida. O colesterol é uma das mais importantes gorduras saturadas, tendo influência na manutenção da juventude, atividade sexual e na prevenção de quadros de depressão. A equipe de nutricionistas Be Light não apoia a busca contemporânea pelo colesterol baixo. O que se tem observado desde o início da “caça” ao colesterol é: aumento do uso de remédios contra o colesterol, aumento do consumo de antidepressivos, redução da libido e envelhecimento acelerado.

Dra. Patrícia Alves Lara
Especialista em Nutrição Biomolecular
Especialista em Nutracêuticos
Especialista em Oxidologia