Nutrição e memória

Saiba como nutrir a sua.

 

O que nos faz lembrar de uma detalhada história ocorrida no passado? Como deixamos fluir naturalmente as frases complicadas de longas canções? Por que nunca nos esquecemos de como se dirige um automóvel? Nestes exemplos, a memória surge como um processo de retenção de informações no qual nossas experiências são arquivadas e recuperadas quando as chamamos. É uma função cerebral superior relacionada ao processo de retenção de informações obtidas em experiências vividas.

Esta intrigante faculdade mental forma a base de nosso conhecimento, estando envolvida com nossa orientação no tempo e no espaço e nossas habilidades intelectuais e mecânicas. Cada fase da vida merece cuidados especiais, quando se trata de nutrição. Se estes cuidados especiais não forem observados, pode se ocorrer várias alterações no nosso corpo. Uma das alterações podem afetar a memória, então precisamos cuidar dela.

Quando vamos envelhecendo, tem uma frase comum, “que cabeça ruim não lembro de nada”, e dizemos que é normal da idade. Alteração na memória pode estar associada a determinadas doenças neurológicas, a distúrbios psicológicos, a problemas metabólicos e também a certas intoxicações. A forma mais freqüente é conhecida popularmente como “esclerose” ou demência. A demência mais comum é a doença de Alzheimer que se caracteriza por acentuada perda de memória acompanhada de graves manifestações psicológicas como por exemplo a alienação.

Estados psicológicos alterados como o estresse, a ansiedade e a depressão podem também alterá-la. Doenças da tireóide, como o hipotireoidismo, se acompanham de comprometimento da memória.
O uso de medicação tranqüilizante (“calmantes”) por tempo prolongado provoca a diminuição da memória e favorece também a depressão, o que leva a uma situação que pode se confundir com a demência. A vida sedentária com excesso de preocupações e insatisfações, bem como uma dieta deficiente, favorece a perda de memória.

A dieta pode estar envolvida da seguinte forma:

A falta de vitamina B1 (tiamina) leva a perda da memória para fatos recentes e com freqüência estão associados a problemas de marcha e de confusão mental.

Quando envelhecemos diminuímos a absorção de vários nutrientes, entre eles vitamina B12 e selênio.

Sendo que a deficiência subclínica destes e de outros como ácido fólico, de aminoácidos como triptofano e fenilalanina, podem levar a perda de memória ou até mesmo depressão.

A deficiência destes nutrientes citados impede a formação de neurotrasnmissores como serotonina e dopamina, o que faz com que o cérebro deixe de funcionar adequadamente.

A deficiência de selênio e da L carnitina pode levar ao aumento de radicais livres, principais vilões do nosso cérebro, pois estes causam a destruição de nossos neurônios.

E também muito comum a deficiência da principal fonte de energia para o nosso cérebro, que nos ajuda a manter a memória atual, uma substância chamada creatina.

A água ajuda a manter o bom funcionamento dos sistemas da memória, especialmente em pessoas mais velhas. A falta de água no corpo tem um efeito direto e profundo sobre a memória; a desidratação pode levar a confusão e outros problemas do pensamento.

E isto ainda é pouco perto do que os chamados nutracêuticos podem fazer por você ou seja manter seu cérebro em pleno funcionamento. Portanto não se esqueça de cuidar da sua alimentação.

Dra. Patrícia Alves Soares e Dr. Lupercio Cançado Farah