Mães: Alimentação X Alzheimer

Mães que comem bem não têm filhos com Alzheimer. Em um estudo recente publicado em setembro deste ano pelo European Journal of Clinical Nutrition, mostrou que a nutrição materno-infantil está relacionada diretamente com o desenvolvimento cognitivo das crianças, tanto pelo lado negativo, sendo correlacionada a alteração na expressão de genes e fatores associados a tais mutações, já pelo positivo de combate à degeneração. Tal artigo mostra que a nutrição como prevenção deve ser levada em conta mesmo antes do ser humano vir ao mundo, ou seja, no pré-natal. A mãe deve auxiliar o feto a saúde do cérebro. O estudo mostrou que mães com restrições nutricionais no crescimento intrauterino podem levar a uma maior probabilidade de deficiência cognitiva ao longo da infância, adolescência e fase adulta, apresentando grande risco no seu neurodesenvolvimento, principalmente na memória e aprendizagem.

Evidências também mostraram que a nutrição materna e infantil tem uma associação positiva e fundamental no desempenho cognitivo, gestantes e mães que apresentaram uma ingestão adequada e ou suplementada de ácido fólico, vitamina B12, ômega 3 e ferro apresentaram resultados positivos no desenvolvimento neural das crianças, fator este também visto no período de lactação.

Vários alimentos podem ser incluídos na dieta para prevenir a degeneração cognitiva, como:

  •  Mostarda, couve, couve de bruxelas: Estes alimentos apresentam uma concentração boa de B9 que melhoram a cognição e a depressão;
  •  Leguminosas (feijão, lentilha, ervilhas, etc.): apresentam concentrações de ácido fólico, magnésio, potássio e ferro, que ajudam nas funções neurais e ainda apresentam colina, que é uma vitamina do complexo B que aumenta a acetilcolina (um neurotransmissor envolvido na função cerebral);
  •  Bagas e Cerejas: Pois contêm anticianinas que protegem o cérebro contra os RADICAIS LIVRES. Além disso, eles possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes e contêm grandes quantidades de Vitamina C e E.
  • Alimentos ricos em ômegas 3s (peixes de água fria e profunda, castanhas em geral): estudos já demonstraram que pessoas que consomem estes alimentos têm 26% menos risco de ter lesão neural.