Entramos na Era do Amendoim

O Journal of American Medical Association (JAMA) acaba de liberar uma pesquisa realizada pelo Departamento de Epidemiologia de Harvard que indica: quanto mais amendoim, menor o risco cardiovascular.
O Estudo das Enfermeiras Americanas (Nurses’ Health Study) registrou que, entre mais de 76 mil mulheres e 42 mil homens que passaram pelos Hospitais Americanos, aqueles que consumiam mais oleaginosas tinham menor incidência de câncer e doenças cardiovasculares (New England Journal of Medicine de Nov. 2013).

O próprio New England Journal of Medicine já havia publicado, em 2013, um outro estudo com 7.447 pessoas, entre 55 e 80 anos, chegando a uma informação que já não era mais surpresa – para pessoas com alto risco cardiovascular, a dieta mediterrânea suplementada com azeite extra-virgem ou nozes reduziu a incidência de doenças cardiovasculares, como o infarto. Até aí, sem novidades, peixe vai, azeite vem, e a dieta mediterrânea parece ganhar todos os prêmios na categoria melhor dieta do mundo, mas qual a grande estrela deste processo? Seria o ômega 3? Já tão citado como necessário na proteção às doenças do coração? A gordura monoinsaturada do amendoim, com seu grande fornecimento de Arginina e Ácido Glutâmico, estão despontando como estrelas no fator de proteção ao organismo. Falarei mais sobre a arginina e o ácido glutâmico em um próximo post.

Vale lembrar que, num passado não tão distante, em 2008, o Journal of Nutrition publicou um trabalho realizado na Universidade da Pensilvânia, no qual o resultado apontou: aqueles que comiam amendoim numa dieta de restrição calórica emagreceram mais quando comparados àqueles que não recebiam o amendoim, consumindo a mesma quantidade calórica na dieta!
Acho que os corações e cinturas estão pedindo uma grande colher de pasta de amendoim agora… sem açúcar é claro!

Dra. Patrícia Alves Lara
Especialista em Nutrição Biomolecular
Especialista em Nutracêuticos
Especialista em Oxidologia