Contra o alemão: maça, banana e laranja

Frutas que ajudam na prevenção de Alzheimer.

 

Um estudo publicado em janeiro deste ano no Jornal internacional – Jornal of Food Science, demonstrou que as frutas habitualmente mais consumidas pelos americanos e asiáticos, e também pelos brasileiros além de nos fornecerem fibras, vitaminas e minerais, podem ter um efeito protetor na degeneração dos neurônios como ocorre na Doença de Alzheimer.

A produção de Radicais Livres, desencadeada pela B-amilóide, uma substância formada nas células nervosas de pacientes com Alzheimer, resulta em uma inflamação nas células neuronais e sua conseqüente morte, o que leva aos sintomas observados na doença. Antioxidantes (substâncias como vitaminas, enzimas, fitoquímicos e minerais) podem combater os radicais livres formados no Alzheimer, protegendo as células nervosas.

Pesquisadores da Universidade de Cornell nos Estados Unidos em parceria com pesquisadores Coreanos utilizaram em células nervosas de ratos (semelhantes aos neurônios humanos) quatro concentrados fenólicos (substancia química com alto poder antioxidante) de frutas como banana, maçã e laranja. As culturas de células foram expostas a um radical livre conhecido como Peróxido de Hidrogênio, um indutor de estresse oxidativo (reação causada pela ação dos radicais livres nas células na ausência de antioxidantes, que leva à morte celular).

Os resultados mostraram que os extratos de frutas, variando de acordo com a dose, mostraram efeito positivo na redução do estresse oxidativo nas culturas de células estudadas em comparação às células sob o efeito do peróxido de hidrogênio sem o tratamento com extrato de frutas. O concentrado de maçã mostrou o melhor efeito, quando comparado aos extratos de banana e laranja. O extrato de banana em alta concentração mostrou-se mais efetivo do que o extrato de laranja também em alta concentração.

Este trabalho vem fortalecer ainda mais as palavras de Hipócrates – “Deixe seu alimento ser o seu remédio e o seu remédio ser o seu alimento”, o que vemos agora é a democratização do potencial benéfico, ou seja, nem só de uvas, amoras e mirtilos se faz uma dieta antioxidante. Na Nutrição e na Medicina Biomolecular preconiza-se o consumo de mais de 5 unidades de frutas ao dia com propósito de aumentar naturalmente a proteção antioxidante do organismo. Sabemos que a população brasileira consumo muito menos do que isso em sua grande maioria, e mesmo aqueles sem restrição financeira, preferem lanche rápidos como barra de cereais às frutas frescas que dão mais trabalho para serem consumidas. Vale a pena lembrar que hoje estamos preparando o futuro do nosso corpo, um pouco de trabalho agora pode valer uma vida longa e tranqüila, livre de doenças na velhice.

Dra. Patrícia Alves Soares e Dr. Lupercio Cançado Farah