Adeus Molho Bolonhesa: O Manjericão Contra o Câncer

Muito se sabe sobre os inúmeros benefícios do manjericão, estudo recente realizado na Sociedade Norte Americana e publicado no American Journal of Clinical Nutrition (AJCN) mostrou que este alimento esta auxiliando pacientes que estão realizando o tratamento do câncer, a quimioterapia.

Este produto foi associado a proteção das células contra a radiação provocada no tratamento e contra danos provocados relacionados com oxigênio. Esta propriedade se dá pela presença em sua composição de flavonoides, que no caso do manjericão os principais seriam: Orientina e Vicenina. Além deste beneficio estas substancias estão diretamente relacionadas à melhora do desempenho das células imunológicas.

Outras substâncias encontradas no manjericão são os: estragol, cineol, eugenol e o linalol, que são óleos essenciais onde tem um papel muito importante da atividade funcional do alimento. Estes óleos dão a propriedade antimicrobiana assim como no orégano, em estudo realizado em 2010 onde ocorreu a associação das duas ervas, demonstrou uma redução de casos de Cândida em mulheres que fizeram ingestão.

Outro óleo essencial encontrado no manjericão esta sendo muito estudado já que pode bloquear uma enzima responsável pela inflamação que acomete em dor a Ciclooxigenase (COX). Sendo qualificado como anti-inflamatório. Apresentando benéfico para artrite reumatoide e doenças intestinais inflamatórias, como a diverticulite.

O manjericão é uma boa fonte de vitamina A, sendo um antioxidante potente protegendo as células epiteliais (células que formam o revestimento das estruturas do corpo, incluindo os vasos sanguíneos) contra danos causados pelos radicais livres, e ajudando a evitar que estes provoquem a oxidação do colesterol na corrente sanguínea. Além de ser boa fonte de magnésio, que fomenta a saúde cardiovascular incitando os músculos e os vasos sanguíneos a relaxar, melhorando desta forma o fluxo sanguíneo e diminuindo o risco de arritmias cardíacas e de espasmos do músculo cardíaco ou dos vasos sanguíneos.

Então que tal substituir o molho à bolonhesa pelo pesto, já que podemos trazer de uma maneira saborosa a proteção para nossas células e corpo. O molho é de origem mediterrânea e pode acompanhar uma massa sem glúten, uma salada bem elaborada e  também fica muito saboroso com um pescado, como o salmão.

 

Dr. Felipe França

Nutricionista Biomolecular