Ácido linoléico conjugado

Vilão ou mocinho?

 

O CLA é o nome dado a uma forma estrutural diferente do ácido linoléico ou Omega 6. É extraído de fontes animais e encontrado em alimentos como manteiga e carne bovina, mas também pode ser encontrado em óleos vegetais em pequena quantidade.

Estudos realizados no mundo todo mostram sua ação positiva em diversa patologias:
– No Diabetes relacionado a obesidade e insulino-dependente, melhorando a captação de glicose pelo músculo, reduzindo assim a glicemia1,2,3 e o peso corporal4;
– Aterosclerose, por sua ação antioxidante prevenindo a oxidação do LDL responsável pela formação da placa aterosclerótica5;
– Regressão da proliferação de células cancerosas de roedores6,7 e em células intestinais humanas8;
– Melhorando os sintomas da osteoporose e osteoartrite e em inflamações nas fibras nervosas9;
– Melhorando os efeitos da inflamação em pacientes com câncer, sepse e traumatismos10;
– Redução do percentual de gordura11,12.

Por ser de composição lipídica (oleo) o CLA não deve ser consumido próximo às refeições ricas em fibras pois ele pode nao ser absorvido.

A ação benéfica do CLA está diretamente relacionada a sua conformação estrutural, chamada de isomeria, por isso, para fazer uso deste produto, há a necessidade do acompanhamento de um nutricionista que saiba identificar quais as empresas possuem o CLA com maior concentração da forma química responsável pelos benefícios citados acima.
Referências Bibliográficas
1- Am J Physiol Endocrinol Metab 285: E98–E105, 2003. 2- J. Nutr. 133: 3041–3046, 2003. 3 – Diabetes 50:1149–1157, 2001 4 – J. Nutr. 133: 3041–3046, 2003. 5- J. Nutr. 132: 450–455, 2002. 6- J. Nutr. 130: 1548–1554, 2000. 7- J. Nutr. 132: 2995–2998, 2002. 8 – Am J Physiol Gastrointest Liver Physiol 284:G996–G1005, 2003. 9 – J. Am. College Nutrition, 478S–486S, 2000. 10 – Exp Biol Med 228:51–58, 2003. 11 – J. Nutr. 130: 2943–2948, 2000. 12 –J. Am. College Nutrition, 487S–493S, 2000.